Violência doméstica – Informações e apoio
800 202 148
3060
violencia@cig.gov.pt
Jovens continuam a desenvolver relações afetivas com base em comportamentos abusivos
Esta é a principal conclusão do Estudo Nacional sobre Violência no Namoro, da responsabilidade do projeto Art’Themis+, cujos resultados foram apresentados na manhã do dia 13 de fevereiro, na Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto.
Do total de jovens participantes (8080) no Estudo, 68,2% não consideram violência no namoro, pelo menos, 1 dos 15 comportamentos referidos no inquérito, sendo o controlo, com 53,4%, o comportamento mais legitimado.
Quando agrupados por formas de violência, a percentagem de jovens que não identifica os comportamentos questionados como violência no namoro é a seguinte:
- 53,4%: Controlo
- 40,9%: Perseguição
- 27,6%: Violência psicológica
- 18,1%: Violência através das redes sociais
- 15,1%: Violência sexual
- 5,9%: Violência Física
No que diz respeito aos indicadores de vitimação, 66,7% de jovens que indicaram já ter tido ou ter uma relação de namoro, afirmaram já ter experienciado, pelo menos, um dos indicadores de vitimação. Uma vez mais o controlo, com 46,9%, é o comportamento mais reportado.
Realizado no âmbito do Projeto “ART’THEMIS+ UMAR Jovens Protagonistas na Prevenção e na Igualdade de Género”, financiado pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) o estudo foi apresentado na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.
A sessão contou com a participação de Pedro Nobre, Diretor da Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto, Liliana Rodrigues, Presidente da UMAR, Manuel Albano, Vice-Presidente da CIG, tendo a apresentação dos dados mais relevantes ficado a cargo de Margarida Pacheco, Coordenadora do projeto ART’THEMIS+ e Margarida Maia, investigadora do projeto ART’THEMIS+.
Para Manuel Albano, este estudo tem uma amostra bastante representativa e que uma análise a nível nacional, “o que nos deve preocupar.” O Vice-Presidente da CIG chamou a atenção par ao facto de “esta ser uma situação que não está escondida” e que se deve atuar preventivamente, para evitar consequência mais graves no futuro, como a morte de mulheres às mãos dos companheiros.
Consulte o Estudo Nacional de Violência no Namoro de 2026.
Clique, para ver a conferência de imprensa de apresentação dos resultados do Estudo Nacional sobre Violência no Namoro.

















