Violência doméstica – Informações e apoio
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Quando uma jovem lidera a comunidade também cresce
Artigo de Catarina Sanahuja*
Celebrar o Dia Internacional da Juventude é olhar para o presente com a convicção de que o futuro da cidadania se constrói hoje. Passamos o tempo a incentivar as raparigas a usarem a sua voz, a mostrarem o seu valor e a lembrarem-lhes que o associativismo é uma das plataformas mais poderosas de cidadania e liderança. No entanto, quando olhamos para os lugares onde as decisões são tomadas, o cenário ainda fica aquém do que a sociedade lhes exige.
O que a realidade nos mostra não é falta de talento ou de preparação, até porque as jovens mulheres representam a maioria dos diplomados no ensino superior em Portugal. O que a realidade confirma é que ver uma jovem mulher a liderar uma organização ou uma associação continua a ser tratado como um feito excecional, em vez de ser uma naturalidade.
Atribuir a falta de representatividade a uma suposta “falta de ambição” das jovens é desresponsabilizar o ecossistema que as rodeia. Temos a certeza que ninguém lidera no vazio e o cansaço de quem enfrenta barreiras invisíveis é real. A vontade de transformar só se traduz em impacto verdadeiro quando existe uma comunidade disposta a abrir portas, a criar oportunidades e a dar um suporte efetivo a quem decide dar o passo em frente.
É neste ponto que o trabalho no terreno se torna decisivo. Quando associações juvenis como o Movimento Transformers une esforço com outras entidades como a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género o objetivo é claro: garantir ferramentas concretas de cidadania e construir redes de suporte reais, seja através de mentoria entre pares, com a criação de espaços seguros ou de forma a promover comunidades que validam e potenciam a voz destas jovens com o respeito que elas merecem.
A igualdade de género na liderança não pode ser um tema secundário nem um adereço institucional para assinalar datas comemorativas. É uma condição essencial para a maturidade democrática do país. Se queremos uma próxima geração ativa e participativa, as escolas, as associações e as instituições têm de assumir um papel ativo e consciente na criação de condições de igualdade.
Neste Dia Internacional da Juventude, a mensagem que queremos transmitir é que a vontade e o talento para liderar já existem nas nossas jovens, o que precisamos, enquanto sociedade, é de garantir a rede de apoio que transforma esse potencial na mudança de que o país precisa.
*Diretora Executiva do Movimento Transformers


















