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Dia da Internet mais Segura | 10 de fevereiro
Assinalou-se esta terça-feira, dia 10 de fevereiro, o Dia da Internet Segura. As novas tecnologias alargam as oportunidades de expressão, participação e partilha de informações, mas também amplificam novas manifestações de violência, nomeadamente contra as mulheres.
Nesta data, relembramos os dados nacionais do estudo “Prevenir a violência digital contra as mulheres”, realizado pela Secretaria-Geral Iberoamericana sobre a rede social X, e divulgado em setembro de 2025.
O estudo focou-se nas interações com mulheres com visibilidade pública – ex.: mulheres políticas, jornalistas, defensoras/ativistas dos direitos humanos, integrantes de movimentos da sociedade civil e ativas noutras áreas da vida pública.
Os dados recolhidos apontam que as formas mais comuns de violência contra as mulheres são a subestimação das capacidades e os ataques baseados na filiação política.
Palavras como “louca”, “velha”, “ridícula”, ou termos como “corrupta” ou “hipócrita” e outros adjetivos desqualificativos, evidenciam a confluência de ataques dirigidos ao aspeto das mulheres e ao seu desempenho na esfera pública.
Considerando uma média ponderada dos oito países participantes no estudo, uma em cada cinco interações dirigidas a mulheres em cargos públicos na rede social X foi de natureza violenta.
Em Portugal, de todas as interações violentas:
- 60% disseram respeito à subestimação de capacidades;
- 41% resultaram em ataques baseados na filiação política e empenhamento cívico;
- 8% focaram comentários sobre o corpo e a sexualidade;
- 2% foram ataques identitários;
- 1% resultaram em ameaças.
Neste âmbito, destaque ainda para o projeto europeu “bE SAFE – Conscientização sobre a Ciberviolência e Promoção de um Ambiente Online Seguro para Raparigas e Mulheres”, que conta com o envolvimento de Portugal.
Trata-se de um projeto cuja finalidade é prevenir e aumentar o conhecimento sobre a ciberviolência que afeta desproporcionalmente raparigas e mulheres e contribuir para a alteração legislativa e de políticas públicas tanto nos países que integram a parceria – Croácia, Espanha e Portugal – como também a um nível europeu mais amplo.



























